Boa tarde, Quinta Feira, 09 de Setembro de 2010, Seja bem vindo(a)
Santo do dia: São Pedro Claver
VOCAÇÃO É IGUAL PARA TODOS?
Se pensarmos no sentido universal da palavra, a vocação é sim igual para todos, pelo fato de que ela consiste em manifestar a imagem de Deus e ser transformada à imagem do Filho único do Pai. O processo que daí decorre é que existe certa semelhança entre a unidade das pessoas divinas e a fraternidade que os humanos devem estabelecer entre si, na verdade e no amor. O amor ao próximo é inseparável do amor de Deus.
É importante esclarecer que não se confunde a vocação no sentido Universal onde todos são chamados ao mesmo fim, o próprio Deus, com as tendências naturais do ser humano, ou seja, a vocação no sentido profissional.
a) Vocação no sentido profissional: inclinação natural por um certo gênero de vida e atividade. Aqui está apenas a motivação pessoal do homem-mulher: ser médico (a), advogado (a) etc.
b) Vocação no sentido universal: implica um “chamamento” lento e contínuo de alguém que interpela (Deus), exigindo uma resposta (homem-mulher). É Deus que chama no íntimo da alma humana, impondo uma “profissão” que nada tem a ver com as inclinações pessoais naturais da pessoa. A resposta é um assumir compromisso específico para a realização dos desígnios de Deus.
Vejamos que a vocação é primeiramente universal e que tem como objeto ou fim último o próprio Deus. No primeiro momento ela é então geral, genérica, inespecializada, porém precede ao específico que são as diferentes vocações na igreja. Assim sendo, podemos compreender que a realização específica de cada um pressupõe a passagem do universal para o particular; do geral para o especial. Todos descobrem dons específicos dentro da sua própria realidade social e histórica e esses dons correspondem ao processo do chamamento divino. Deus nos escolhe para existir e tender a perfeição. Nada temos a fazer neste apelo, mas sim realiza-lo, descobrindo o modo melhor ou apto para tal fim. Em outras palavras, Deus, pelo seu ato livre, nos cria para a existência finalizada. Nós, pelo ato livre, escolhemos ou criamos o modo de viver o chamado de Deus.
Na realização livre dos dons específicos de cada um, a pessoa é e deve ser o princípio, o sujeito e o fim para conduzir o processo magnífico do chamado de Deus. A pessoa é o sujeito de sua própria história e por ela motivada pela “Igreja que é o Cristo, Luz universal de todos os povos. E cada fiel é também essa mesma luz universal”. LG
O chamado divino é para a existência da vida e a vida em abundância. Os cristãos devem responder ao apelo divino na dinâmica de comunidade dos santos fiéis e seguidores de Cristo. A comunidade dos cristãos é caracterizada por diversos dons específicos que são colocados em comum para o próprio bem dos humanos, da comunidade e da Igreja.
Muito bem, ficou-nos claro que a vocação é igual para todos no sentido de que ela é universal onde todo ser humano é convidado à santidade pela prática do sacerdócio régio de Cristo. Porém, é preciso encontrar dentro de sua universalidade aquilo que é particular para cada um, ou seja, os dons específicos que cada ser tem e deve colocar a disposição da comunidade. Colocando os diversos dons a disposição da comunidade, entra-se no processo de comunhão que compreende a unidade na diversidade.

Kleber Dias, css / seminarista estigmatino
BIBLIOGRAFIA
BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo: Paulus, 2004.
BAQUERO, Victoriano, Sj. Discernimento Vocacional. Ed. Loyola: São Paulo, 1991.
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Edição típica vaticana. Edições Loyola, São Paulo, 2000.
OLIVEIRA, Fernandes José, S.C.J. Motivando a pastoral vocacional. Edições Loyola: São Paulo,
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