Boa tarde, Quinta Feira, 09 de Setembro de 2010, Seja bem vindo(a)
Santo do dia: São Pedro Claver
Você sabe como nasceu o folheto ABC Litúrgico?
Todos os domingos você recebe o folheto da missa para acompanhar a celebração. Mas você já parou para pensar como ele surgiu em nossa Diocese? Pois bem, nós entrevistamos um dos seus fundadores, o padre Rubens Chasseraux, da Paróquia Nossa Senhora das Dores, da Vila Palmares, em Santo André que nos contou que antes do folheto surgir, ou seja, até o dia 1º de janeiro de 1980 as paróquias adotavam, ou “O Domingo”, ou o “Deus Conosco”. Leiam a entrevista:
Como surgiu a idéia?
“O Bispo naquela época era Dom Cláudio Hummes. Um dia ele me chamou, juntamente com o padre Valter, da igreja do Bom Pastor e nos falou: ‘gostaria que a Diocese tivesse um folheto com a cara do ABC’. Pediu que montássemos uma comissão para executar o trabalho”.
Quem compunha esta comissão?
“Éramos em seis. Infelizmente 3 já morreram. Além de mim e do padre Valter, já falecido, tínhamos o padre Leo Commissari e o frei Ildefonso, (ambos falecidos), e mais o padre Ângelo Belozo e o Frei Luiz Favaron. A gente se reunia toda terça-feira pela manhã e montávamos os textos do folheto. Terminávamos a reunião com um almoço simples, aqui em casa”.
Como foi escolhido o nome?
“Foi numa reunião no Conselho Presbiteral. Eu e o padre Valter escolhemos o nome que tinha tudo a ver com a nossa região. Apresentamos para Dom Cláudio que aceitou prontamente. Os padres presentes também aprovaram o nome e assim ele foi batizado”.
E o convívio com o período da ditadura?
“Nossa região fervilhava. Nossa Diocese tinha saído na frente no debate sobre as questões sociais e dos temas dos operários. Estávamos ao lado dos sindicalistas, apoiando as greves e as lutas dos favelados. E tudo isto tinha que estar representado nos folhetos. Confesso que eu tinha uma linha mais exagerada nesta luta, mas tínhamos companheiros como o frei Ildefonso que era mais moderador e penso que alcançamos o equilíbrio perfeito. Aliás, tudo passava pelo crivo de Dom Cláudio”.
Este início foi difícil?
“É preciso lembrar que não existia computador, internet. Era tudo datilografado. Se surgisse alguma modificação, tinha que ser refeito. Eu lembro que a Diocese pagava a impressão na gráfica, mas o restante a comissão arcava. Até a distribuição era por nossa conta. Como não dirigia, tinha que ir de ônibus carregando os pacotes. O mais triste é que nem todos os padres aceitavam o folheto, e muitos devolviam o material. Ao todo foram dez anos nesta batalha”.
Algum nome que deseja lembrar?
“Uma palavra para o Rubinho que era quem fazia os desenhos. Eram sempre em cima da realidade vivida no Grande ABC. Tínhamos também o Luiz Edgar, da Multipless que cuidava da diagramação. Após este início tivemos também o trabalho de mais dois sacerdotes, o padre José Ferreira (Zezão) e o padre Paulo Afonso”.
Algum ponto de destaque?
“Eu diria que além de termos conseguido criar um folheto que realmente tivesse a cara do ABC, destaco os artigos de reflexão e os textos dos estudos bíblicos que ocupavam a última página”.
Fonte: Diocese de Santo André
Paróquia Sagrado Coração de Jesus @2010 - Rua Padre Mororó, 425 - Bairro São José - São Caetano do Sul - SP - Tel: 4232-6609
Desenvolvido por Mcrapino